Existem dias onde tudo acontece de errado. Estou certo de que sabe bem disso. São dias que dizemos que não deveríamos ter saído de casa. Este dia começou assim para ela, já tinha falado estas frases dezenas de vezes para si mesma.
O dia estava próximo do fim e, portanto estava feliz de estar chegando em casa.
Ela morava num apartamento do centro da cidade. Claro que tinha os prós e contras de um apartamento assim, mas era confortável e mais importante era seu lugar, seu castelo...
Tinha uma vaga cativa no estacionamento, um conforto de apartamentos antigos que não vemos mais hoje em dia. A vaga era perto do elevador o que lhe rendia alguns pequenos conflitos com vizinhos que “esqueciam” os carros lá depois de tirar as compras ou algo assim. Normalmente eram sempre os mesmos carros, sempre as mesmas pessoas, mas este dia tinha um carro diferente, um carro que não tinha visto no prédio antes.
Em condições normais não ficaria tão estressada, devia ser um novo morador ainda desavisado, mas este dia já tinha dado tudo tão errado que não foi difícil se aborrecer mais um pouco.
Em meio a toda esta irritação apareceu um homem lindo. Era estranha sua beleza, talvez fosse mais charme, mas aos seus olhos lhe chamou a atenção. Tinha feições másculas e até serias, mas um olhar divertido, sacana...
Ela vestia um vestido solto florido, compatível com o calor da cidade e uma sandália de salto alto realçando a delicadeza dos seus pezinhos. Já ele usava jeans, camiseta pólo e tênis, tudo de bom gosto, mas combinando com o momento de mudança.
Apresentou-se como novo morador, cumprimentou a brava moca com um aperto de mão seguro, firme e na media certa. Este novo cidadão ficou muito sem graça de atrapalhar, percebendo a raiva da dama, ficou ate ruborizado. Em seu ser, nunca se devia ter qualquer outra atitude que deixar uma mulher feliz e a situação ali era tudo que ele não gostava.
Ele tinha se mudado para a cidade vindo de outro estado e ela tinha vindo do interior do estado, ambos para trabalhar, ambos com algo em comum e principalmente ambos se olharam nos olhos...
Ele tinha parado num supermercado, comprado uns queijos, pães e uma garrafa de um bom vinho.
Sua janta...
Só no novo lar...
A conversa seguia animada e diante da forma como o visinho a tratou toda a raiva se foi sem perceber que já tinha passado mais de uma hora ali na garagem.
Ele não resistiu e acabou a convidando pra jantar. Mas que jantar? Queijos? Vinhos?
E ela estranhamente aceitou sem saber direito o motivo, já que nunca tinha feito nada parecido e tinha ficado mais de um ano sozinha depois de sua separação.
Subiram juntos no elevador e ficaram só olhando com o rabo dos olhos um para o outro fingindo olhar para os números dos andares serem trocados nas luzinhas do antigo elevador.
Notaram muitas coisas em comum e outras não tão em comum, mas que se completavam, como a timidez dela com o olhar “sacana” dele. Quem seduzia ou estava sendo seduzido era difícil descobrir...
O apartamento dele ainda estava bagunçado com caixas, umas almofadas meio jogadas, um sofá embrulhado e uma TV e DVD já meio ligados na parede denunciando que ele tinha chegado na noite anterior e não tinha tido toda oportunidade de arrumar... Na verdade nenhuma oportunidade...
Ainda assim, tinha seu charme, aquela coisa meio de “loft” em Nova Yorque, coisa de filme americano...
Ela entrou, olhou, caminhou, como se bailasse pelo apartamento, conferindo o que podia ver e aprender sobre seu novo amigo e ao mesmo tempo se dando tempo para acalmar os ânimos de estar fazendo algo “errado”...........
Estava lembrando do perfume dele ainda do elevador, tentando adivinhar qual era e porque tinha deixado ela com os hormônios a mil...
Ele rapidamente começou a ajeitar uma das caixas improvisando uma mesa com uma pequena toalha que ele achou sem ela saber direito de onde, colocando o vinho, pães e queijos sobre a mesa e indo lavar as taças...
Ela aproveitou para se ajeitar nas almofadas, numa posição confortável, que permitisse a ela fugir se fosse necessário, mas perto o suficiente para deixar rolar tudo o que naquele momento já passava em sua mente...
Ele não era bobo e ficou feliz de ver como ela se acomodara. Foi ate o lugar que sobrava e se acomodou ligando o DVD e a TV com um show do Jota Quest num volume que permitia aos dois continuar a conversa e se aproximar lentamente um do outro.
Beijaram-se...
Abraçaram-se...
Ele tinha “a pegada” e ela gostava. Neste momento era o único momento em que o homem podia domina-la. Com firmeza... Com a força certa... pegando na nuca, beijando forte, segurando nos cabelos somente para poder direcionar o que acontecia.
Os corpos colados permitiram que ela sentisse sua virilidade. Sua masculinidade aflorava pelos jeans dele e ela sentia e se excitava.
Ele podia sentir seu cheiro. Não o perfume doce e sutil que ela usava em seu corpo, mas os ferormonios exalados pela dama excitada.
Ambos se abraçaram com as mãos enlouquecidas pelos corpos do outro formando um único ser já indecifrável individualmente até que ele chegou onde queria...onde precisava chegar....
Foi descendo seus beijos pelo corpo dela sem sequer tirar seu vestido, não daria tempo e a excitação do momento não permitiria. Beijos seus seios desviando o vestido e continuou sua busca por algo mais.
Desceu para sua cintura já levantando o vestido e vendo uma lingerie delicada e pequenina que carinhosamente desviou para saciar sua vontade de sentir o verdadeiro gosto de sua nova amiga.
Ali ela chegou ao seu primeiro ápice!!!
Ficou maravilhada com o homem que se entregava primeiro a ela e se importava com seu prazer e agora ela retribuiria em grande estilo esta dedicação...
Abriu a calça dele e começou a beijar e se deliciar com seu rígido falo ate que olhou sorridente para ele e viu o prazer que proporcionava.
O olhar sacana agora era o dela...
Pediu sorrindo ainda para sentar sobre ele, que nem precisou se preocupar em responder, já que ela já tinha colocado o preservativo, virado de costas para ele e com a calcinha fio dental desviada para o lado já estava em seu caminho.
Que visão a dele...
Ela cavalgava como uma amazona em seu momento de liberdade total no jardim do prazer enquanto ele a segurava pela cintura maravilhado com suas perfeitas ancas a sua frente.
Agora o prazer foi dele...
Os dois, suados, sabiam que a química que se assemelhava a uma bomba nuclear iria render mais momentos de amor e tesão....
Era só o começo....
sexta-feira, 15 de maio de 2009
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