segunda-feira, 4 de maio de 2009

Insonia


Insônia “Aqui já passa das 04:00h da madrugada e estou pensando em você...” é a mensagem de texto que recebo no meu celular assim que chego de viagem ao meu destino. 10000km de distancia de você.

Tudo que passa na cabeça pode ser resumido a “porque só recebi esta mensagem agora?”.

Não importa, o que realmente me faz pensar é o que estaria além das reticências, alem daqueles três pontinhos mágicos que fazem meus neurônios, meus sentimentos, minha libido voarem longe em direção ao desejo e prazer mútuos que eu via estarem sendo trocados entre nós.

Eu realmente achava que nesta hora somente eu estava acordado, mas foi bom saber que estamos nesta sintonia...


Ultimamente me sentia como um adolescente, brigando pela primeira namorada, querendo tudo e mais um pouco sempre ao mesmo tempo...

Como estava sendo difícil para mim, se segurar ao seu lado, tudo que eu queria era te beijar inteira, inteira mesmo, não deixar nada para trás.

Sabe o mais interessante de tudo isto era que você me falava “não”, mas seus olhos, sua linda e delicada boca, seu corpo pedia que eu te possuísse, seu cheiro mudava, como um feromônio que me fazia quase parar de raciocinar para somente sentir, desejar....


Olhar para você num ambiente onde “ninguém” sabia que tínhamos algo e ao mesmo tempo “todos” desconfiavam sempre me deixou de serta forma, excitado. Seu olhar meigo, delicado, quase puro, sempre deixava no ar a mulher por de trás da menina...
Ainda penso na nossa noite de amor, em beijar todo seu corpo, em fazer sexo oral em você por horas, ver você sentir prazer. Perco o ar só de pensar na cena, só de imaginar seu gosto, seu cheiro...

Minha mente quase pervertida, não que ter desejo seja simplesmente pervertido ou que ser pervertido seja no meu ver algo ruim, mas sempre me via beijando e tendo momentos quentes, ferventes em cantos escondidos, naquela escada que ninguém passa, no jardim escuro, mas nenhum foi mais forte do que este que vou relatar agora.

Tem chovido muito ultimamente e um dia destes tive um sonho, ou quem sabe uma visão, de um dia que iríamos para nosso lugar comum, onde “ninguém” sabia e estranhamente o mundo conspirou contra nós... Na verdade o mundo conspirou a nosso favor, mas você insistia na idéia de que não podia te levar para lá nem de lá.

Naquele dia tinha ido visitar um cliente no interior e passaria próximo ao seu trabalho de forma que você não conseguiu uma desculpa para recusar minha carona. O transito estava infernal e estava claro que não chegaríamos a tempo acabamos por decidir ir para outro lugar, passamos reto em direção ao litoral fomos parar próximos a Bertioga. Riviera de São Lourenço para ser mais preciso. A viagem foi tranqüila, você ria muito como de costume, e como seu sorriso estava especialmente encantador. Você vestia um lindo vestido claro, com detalhes em forma de lindas borboletas claras, usava uma sandália de salto delicada branca também, nunca tinha te visto com ela e você estava especialmente sensual.

Seu perfume eu não conseguia identificar, mas era delicado, era seu cheiro, combinava com você!

Fomos caminhar na praia, o céu estava estranho, apesar do sol de fim de tarde, dourado iluminando nosso olhar, tinham algumas nuvens escuras que ficavam estranhamente lindas. Voce, como uma menina ria a toa e seu caminhar era um bailar na areia segurando suas sandalias nas maos e pairando como se levitadas pelas borboletas de seu vestido.

Estávamos de mãos dadas, apaixonados, adolescentes, não tem outra palavra para definir nosso estado. As vezes parávamos e nos beijávamos lentamente, com leves mordiscadas, com um abraço apertado, com carinho nos cabelos, excitados, os dois, sabia disso, sentia isto, os feromonios agiam novamente.

Sentamos, e carinhosamente nos beijávamos sem parar, era impossível resistir um ao outro.
Não tinha ninguém a nossa volta.

Só eu e você.

Não existia palavras

Existia excitação.

Existia libido.
Existia tesão.


Lentamente comecei a descer pelo seu pescoço a te beijar e acariciar, pegava delicadamente nos seus maravilhosos seios, desviando seu vestido para poder beijá-los.

E como eram gostosos.


Começou a chover, não sentíamos frio, pelo contrario era como água no asfalto quente, batia e logo evaporava, tamanho era o calor de nossos corpos juntos como um único ser.
Continuei a descer enquanto levantava seu vestido para me perder no meio de suas pernas a beijar e sentir seu gosto como um deus grego bebe o elixir dos deuses,

Ambrósia.

Nunca tinha sentido nada parecido, que gosto, que perfume, estava viciado,nunca mais poderia abrir mão daquilo.


A chuva esta forte, torrencialmente nos molhando como se fosse possível apagar nosso fogo quando senti seu gozo, foi a dica para subir e te beijar enquanto te penetrava delicadamente ate você sentir o meu gozo que coincidiu com seu segundo orgasmo, estávamos em sintonia.

A chuva diminuía lentamente ate que parou exatamente junto com nosso ultimo suspiro. Estávamos exaustos.

O sol apareceu no meio das nuvens a tempo de nos presentear com um lindo por do sol...

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