Muitas vezes vejo as mulheres falando que querem um namorado, um marido, um compromisso.
Colocam isto acima de tudo, muitas vezes associada a palavra fidelidade.
Marido, namorado, etc. são sempre títulos precedidos de um pronome possessivo, MEU! Onde foi parar a conquista? Onde foi parar a entrega? A Cumplicidade então é palavra de cantadas via internet…
Muitas vezes vejo as pessoas recitando Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe no “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, mas por que esta obrigação? Por que esta frase é repetida tantas vezes como se o Antoine fosse um defensor da relação monogâmica e ninguém lembra de suas diversas amantes e de como era perdidamente apaixonado por elas.
Estranhamente em um livro de publicação póstuma ele finalmente declarou o que era o amor em sua forma mais completa e plena.
"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca."
Para quem tiver curiosidade o livro chama-se Cidadela!
Quem realmente é capaz de amar sinceramente?
Quem é capaz de DAR sem pedir nada em troca?
Não respondam para mim mas para vocês meninas…
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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