Praia sempre é um lugar de provocação, de aparências mais ainda…
Existem cidades como o Rio de Janeiro onde sempre as mulheres se cuidam de forma diferente da minha São Paulo, La provavelmente, pela exposição do corpo, vemos as tais marquinhas mais salientes, o bronzeado mais dourado e a barriguinha mais saradinha.
Em São Paulo temos as executivas, em seus scarpins maravilhosos, mas isto fica pra outro conto…
Mas Santos tem algo diferente de todas as cidades litorâneas, algo do Rio, mas com a peculiaridade de se estar perto de São Paulo, ser menor mais aconchegante talvez.
Eu tinha uma pick-up, destas grandes antigas, clássicas, um xodó todo especial que eu adorava e cuidava e como todo homem com brinquedo preferido a chamava de Filó. Tinha duas cores, branca e vermelha o que chamamos saia e blusa e eu tinha passado a tarde lavando e encerando.
O por do Sol estava próximo, tomei um bom banho e fui desfilar com a Filo, um CD escolhido a dedo do Beach Boys tocava, não alto para ser inconveniente, mas o suficiente para quem estivesse próximo ouvir e saber meu gosto musical, como se fosse o perfume de uma dama, que o coloca para quem estiver ali do ladinho.
Meio longe vi uma linda morena passeando de bicicleta, estava encostada tomando água de coco conversando com uma amiga e não pude tirar os olhos dela.
Fui hipnotizado de uma forma que não esperava ser.
Não tinha saído com a intenção de conhecer ninguém, mas estava só na casa de praia e no meu leve trotoir vi uma pessoa que não poderia deixar de conversar, de conhecer.
Sempre fui uma pessoa ambígua, meio tímido e meio cara de pau. Vou tentar explicar, nunca soube o que falar para começar uma conversa, depois que a conversa iniciava a coisa rolava, mas o inicio era um problema e eu estava ali justamente nesta situação.
Pra minha sorte abriu justamente a primeira vaga próxima ao barzinho do calçadão e bem ao lado da ciclovia onde esta linda menina estava.
Ao parar o carro ela olhou de lado e sorriu, sorri em retribuição e com um singelo boa tarde ia desligando o radio pra comprar uma água de coco e pensava freneticamente no que falar pra puxar assunto quando ela soltou um “adoro Beach Boys, deixa tocar…”
Eu ri e respondi, “ta bom, mas fica de olho na Filó”. Expressão que deixou ela sem entender direito já que eu estava sozinho, mas fui eu La comprar minha água de côco, já mais calmo e voltando percebi que ela estava se despedindo da amiga.
Ela sorriu de novo e perguntou quem é a Filó e quando apontei-a, se matou de rir e disse que meninos são sempre assim.
Começamos então nossa conversa, ela sempre com aquele sorriso inebriante que me deixou na duvida se era timidez ou um charminho todo especial (certamente eram os dois!!!), mas não faltava assunto, falávamos sobre tudo, sem pressa, como se o tempo fosse infinito.
Fiz o convite para ir ver o final do por do Sol num mirante ali próximo, meio que nem acreditando ela disse sim. Joguei sua bicicleta na caçamba da Filó e fomos passear.
Parei a Filó no mirante e sentados num pequeno muro rimos, conversamos, nos beijamos.
Eram beijos ternos, simples, carinhosos, delicados, sinceros, longos, palavras já não eram mais necessárias ali, somente seu gosto, seu toque…
O Sol se foi e com a noite veio um momento estranho, por que eu a desejava e ela me desejava, mas eu não queria estragar as coisas pulando etapas ao mesmo tempo que a desejava ali mais que tudo.
Perguntei se aceitava jantar comigo ela aceitou, mas acho que estranhou eu falar para irmos direto, pediu pra passar na casa Del, para deixar a bike, tomar um banho, perguntou onde iríamos e falei, que se ela não se incomodasse, iríamos para minha casa. Perguntou se poderia confiar em mim, respondi que sim e ainda bem que ela confiou…
Os 30 minutos que ela levou para se arrumar pareceram uma eternidade, coisa de homem, vocês entendem.
Ela voltou delicada, usava uma camiseta branca por cima de um top de algodão também branco, um shortinho jeans e uma sandália de dedos de saltinho, roupa de praia para resumir, ela não era uma menininha, era uma mulher com todas as letras, mas eu não conseguia ver nada alem da menina travessa que ela parecia ser.
Chegamos em casa, e deixei claro que sabia fazer uma boa pasta (macarrão para os leigos) e apesar de usar molho em latinha, eu colocava uns ingredientes secretos, mas antes de preparar, ofereci uma taça de vinho branco, geladinho,levemente adocicado, temperatura ideal para o verão sabor ideal para o momento.
Pedi licença para tomar um banho, ela riu e me provocando falou que não era para demorar pois estava com fome.
Deixei o espaguete e o molho no fogão e fui pro meu banho. Admito que escolhi o perfume com cuidado, queria impressionar e esta mulher me transformava num menino ao se falar em sentimentos.
Voltei, e juntos na cozinha íamos conversando, beijinhos, bebendo, e eu terminava nossa janta.
Coloquei no prato nosso jantar e fomos para sala, sentados no chão, informais, íntimos, onde sugeri um DVD para assistir comemos e no vinho já estávamos levemente alegres, não só pelo vinho, mas pelo momento.
Já no meio do filme, não víamos mais o filme e simples mente só nos beijávamos apaixonadamente e nos tocando a levei para sentar em meu colo, de frente para mim, olhos nos olhos, ela com um sorriso maroto de minininha fazendo “arte” eu com olhar de adolescente com a primeira mulher.
Enquanto ficávamos nesta posição, nos beijávamos lentamente, passávamos as mãos um no corpo do outro e eu sentia sua pele delicada, bem cuidada, que refletia uma mulher vaidosa e feliz consigo mesma.
Retirei sua camiseta e ela retirou a minha.
Beijei o colo de seus seios e talvez descreveria como um top, destes de algodão, delicados, simples, mas de uma sensualidade maravilhosa que eu retirava enquanto sentis seu corpo.
Retirei seu shortinho jeans e fui beijando seu corpo até encontrar uma calcinha também de algodão, pequenina, delicada, de meinininha.
Retirei sua calcinha.
Retirei meu shorts junto com minha cueca boxer.
Puxei minha menininha novamente defronte a mim, eu sentado, ela por cima e tudo se encaixou como se fossemos feitos um para o outro.
Fizemos amor ali até sentirmos o nosso prazer máximo juntos, sem inventar, sem posições mirabolantes, simplesmente estávamos sendo cúmplices um do outro numa sintonia pacifica e calma.
Não esperava nem em minha mais remota possibilidade que ao ver a linda menina andando de bicicleta e sorrindo que a noite ia terminar num momento tão mágico.
Terminamos a noite ali abraçados, sem pressa, em correria.
Depois de um tempo conversamos um pouco, ela riu e pediu para colocar o filme de novo “tava legal” provocou.
Coloquei, terminamos, ela chorou, filme romântico
Acabou dormindo em meu ombro.
Levei-a para o quarto e dormimos juntos, ela dormiu sorrindo…
quarta-feira, 3 de junho de 2009
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