quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Cúmplices de Um Crime Perfeito - Conto


O tempo prega certas peças nas pessoas. Já fazia mais de 6 meses que eles não se viam, ela nem sabia direito porque param de se ver, só sabia que a desculpa era sempre a mesma: falta de tempo. Seu marido e a esposa dele não os faziam felizes, mas as convenções sociais os impediam de jogar tudo para os ares e serem felizes juntos.
Ela estava muito ansiosa por esse encontro, nem acreditou quando o telefone tocou, sem olhar para o telefone sabia que era ele. Seu coração foi a boca, ela imediatamente gelou, sentiu suas pernas bambas, o frio na espinha e todos estes sentimentos juntos mostrou que ele ainda mexia muito com ela. Sentimentos estranhos que ela insistia fingir que tinha superado, como se fossem sentimentos ruins, proibidos ou pecaminosos, mas que estavam sempre ali. A cada noite ao colocar sua cabeça no travesseiro, era com ele que ela sonhava, com seus beijos cujo gosto não sai de sua boca, com o toque suave de suas mãos passeando pelo seu corpo, com aquele cheiro do perfume que a inebriava...e agora faltavam apenas poucas horas para vê-lo novamente.
Sempre vaidosa, naquele dia em especial, caprichou muito mais que o costumeiro no banho, tinha comprado uma lingerie especial só para ele bem cavadinha e pequenina como sabia que ele gostava mesmo jurando para ele e para si que iriam só se ver Produziu a roupa com decotes estrategicamente colocados, colocou o sapatos de salto alto que ele adorava. Passou seu perfume predileto com as mãos levemente tremulas. Esconder a ansiedade seria impossível.
Sabia que esta produção toda era para celebrar o reencontro e que seria único e especial.
Sabia que desejava ele mais que tudo e que não iria se contentar somente em ver....
Marcaram em um lugar neutro, escondido, mas de fácil acesso para ambos.
Ela chegou antes, não poderia nem em sonhos perder um segundo que fosse ao seu lado. Desejava tudo ali de forma única que a fazia sentir-se uma adolescente.
Durante o caminho sentia seu corpo excitar-se somente com a ideia de ver seu amante, cumplice, amor...
As horas passavam e nada dele chegar, seu coração foi ficando apertado, angustiado e ecoava em seus ouvidos a ideia que ele não viria mais. Embora ela não quisesse acreditar os fatos não mentiam...Ele não viria !!!  Um desespero foi tomando conta de seu ser e ela pensou em sair, assim freneticamente pelas ruas, sem saber onde ir, só queria fugir, fugir de si mesma e dessa longa angustia que apertava seu coração...
A realidade era cruel com ela, como se o amor proibido entre eles consumisse seu coração como cocaína.
Quase chorava ao olhar para frente e ver que ele estava ali, admirado, sem palavras somente admirando a cena e perplexo com o olhar desta mulher que ali se mostrava tão sensível e com olhar tão terno.
Ela correu para seus braços e abraçou-o como se sua vida dependesse disso. Chorava delicadamente deixando-o sem entender o motivo.
Ela deu uma bronca nele pelo atraso sem perceber que eram apenas alguns minutos e não horas como acreditava e ao perceber seu erro deu um leve sorriso e o beijou silenciosamente.
Sentir-se em seus braços a fez quase cair, provavelmente somente para se sentir ainda mais segura.
Olhando em seus olhos ela o intimou: “me faça mulher!”
Partiram juntos para o motel mais próximo já se tocando no caminho
Enquanto ele dirigia;  ela, com um olhar levemente safado, se tocava e mostrava que estava com o tesão a flor da pele e gozou sozinha ao tocar, mas com o prazer de ver ele observando. Levou seus dedos molhados em seu perfume intimo até a boca de seu homem para que ele sentisse seu gosto.
No motel, entraram já tirando a roupa e se abraçando...
Ela ficou só de calcinha e salto alto...  rs...  um mimo que sabia ser fetiche de seu par.
Pulou na cama junto com ele que rapidamente abriu suas pernas e, puxando levemente a calcinha para o lado a fez gozar uma segunda vez com sua língua.
Ela olhou para ele de forma clara de dizer: “agora você é meu”. Colocou ele deitado, e cavalgando sobre ele gozou ainda uma terceira vez, desta fez, sentindo o prazer dele junto...
Tomaram banho juntos sabendo que tinha que voltar para sua rotina, mas sem tocar no assunto.
Se despediram com a promessa de curtir cada oportunidade e não mais esperar tanto para se ver.
Ela derramou uma pequena lagrima quando ele disse um eu te amo sabendo que ele era sincero...

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