quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Rainbow Taste - Conto

Vendo TV, fiquei sabendo de um problema onde pessoas percebem cores como gosto e tirando o problema de lado e filosofando sobre o assunto, será que o arco Iris teria cor de tuti-fruti?!
Percebo que mulheres tem o poder das cores.

Talvez as pessoas associem a cor vermelha das rosas à paixão, ao tesão e quem sabe ao mais intimo prazer associado com fazer amor.
Admito que tenho uma tara por cores mais discretas e o preto tem algo de me fazer soltar faíscas.
Um dia no metro olhei para uma menina, jovem, discreta em sua sensualidade.

Advogada, certamente!
Andando pelos trens de São Paulo as pessoas tem algo que as descrevem, sem as rotular, por favor.

Ela usava um tailleur preto com uma blusinha branca. A saia era ligeiramente acima dos joelhos, suficiente para despertar a curiosidade masculina e ainda manter o respeito exigido pela carreira. A meia era trabalhada,como se tivessem tatuagens tribais em sua pele, discretas, porém modernas. Talvez fosse meia calca, mas minha imaginação realmente pensava em um par de meias 7/8… Liga?! Quem sabe…..
O salto indicava uma mulher sedutora, dona de si, sabendo o poder que tinha sobre a
população masculina. Era alto, não era bem um scarpin, mas tinha delicadeza total deste tipo de sapato, mas uma forma diferente de se prender, como se fosse próprio para dançar tango.
Não usava maquiagem pesada,somente o necessário para destacar suas nuances, seus detalhes.
Logo notou que eu estava ali maravilhado, sorriu, levantou e deu uma leve piscadinha ao sair do vagão, já me obrigando a correr, quase preso na porta, na tentativa juvenil de conseguir saber seu nome.

Perguntei seu nome e ela com ar mais juvenil que o meu, sorriu com uma pitada de malvadeza dizendo que era Raposa.


- Já vi este filme…Coração de Cavaleiro, milady…


Riu!


Perto pude sentir seu perfume, firme, não forte, só o notei ao me aproximar, coisa de menina que não precisa de muito para chamar atenção Fomos conversando, e rindo, caminhando e não faltava assunto….
Notei que a sua blusinha branca era levemente translucida, deixando “escapar” um sutiã meia taça, destacando uma linda forma de tamanho prefeito que fui incapaz de deixar de notar.
Chegamos ao seu escritório, num prédio antigo, muito bem conservado, com um charme diferente.
Trocamos cartões, com celulares.

Conversamos a noite inteira, muuuiiittttassss coisas… estávamos íntimos…
Não!
Cúmplices em nossa pequena safadeza de confessar nossas fantasias e eu de descrever o que pensava ao vê-la no metro.

Fui cedo para o trabalho e logo pela manha recebi uma pequena caixa, delicada, destas que se guarda uma medalha, uma conquista, com um bilhete junto em papel maravilhosamente especial com um endereço, intimando para um jantar, dizendo para eu escolher um vinho que combinasse com Salmão.
Queria continuar nossa conversa querendo ver se com olhos nos olhos seria capaz de falar tudo que falei pelo telefone.

Na caixa, estava somente uma calcinha, perfumada, delicada, pequena, porém sem ser fio dental. Muito sensual.
Era uma provocação de quem sabia estar comandando o movimento.
O Jantar?
Voce já sabe da cor, o sabor, foi meu....

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