Era apenas a sexta-feira de mais uma semana cansativa viajando a trabalho. Ele estava exausto, porém muito satisfeito com o que havia produzido naqueles dias. Quando chegou ao hotel, poderia muito bem ter ido direto ao seu quarto para o merecido descanso, mas foi atraído pelo som apaziguador que o jazz sempre trazia. Seguiu a melodia e se viu gastando alguns minutos no bar em companhia daquela música e uma boa bebida.
Ficou observando ao redor, percebeu as pessoas e prestou atenção em um grupo de amigos que ria e falava alto. Estavam todos bem arrumados, como se fossem a uma festa, um casamento ou coisa assim. Outros integrantes iam chegando aos poucos. Homens de terno, mulheres em vestidos longos e com acessórios brilhantes, tudo muito festivo, normal e corriqueiro até que uma mulher em especial passou pela porta dirigindo-se ao tal grupo.
Seu vestido era preto, não havia brilho ou detalhe extravagante, mas tinha um caimento perfeito. Chamava atenção para seus seios, sem mostra-los ou demasiado apelativo... nada além de um convite à imaginação. Acompanhando o caminhar firme da bela mulher, ele notou uma fenda lateral que se erguia provocadoramente até a parte alta da sua coxa e quando subiu os olhos percebeu que ela notara sua gravata afrouxada e seu cabelo levemente bagunçado àquele momento do dia.
Seus olhares se cruzaram e ele entendeu o motivo para que ela não precisasse usar nada além da elegância de um vestido bem cortado, uma maquiagem equilibrada e brincos bonitos. Ela carregava um olhar que chamaria mais atenção do que qualquer outro acessório. No momento em que os olhos se encontraram, era quase palpável a energia que surgiu entre eles e, a firmeza, a elegância, a seriedade e a segurança que ela mostrava só deram a ele a certeza de que a queria...
Ele normalmente bebia cerveja, mas o jazz e o dia pediam algo um pouco mais forte. Pediu um Scotch e se divertiu com o gelo redondo e grande, sentou no balcão e olhando para a banda que tocava uma versão deliciosa de Work Song composta por Charles Mingus. O whisky realmente combinava com o ambiente e o som do sax ao fundo.
Os olhares entrelaçados dos dois pareciam dançar ao som da música como se não precisassem falar muito e ambos sabiam o que acontecia.
Ela precisava de uma bebida e mesmo com o garçom ao lado resolveu ir ao bar buscar, por que será? Seu caminhar aconteceu ao som do solo de contrabaixo, perfeito para a caminhada pediu um espumante, ele estava certo que era isso que ela iria pedir. Antes de retornar ao seu grupo ela soltou um leve sorriso e ele retribuiu com um brinde e soltou um “vem sempre aqui? ” em tom bom humorado. Os dois riram e ela aproveitou a deixa
- Primeira vez, mas acho que vou voltar... parece interessante – Mais risos de ambos
A química ali era visível e a conversa fluía muito além da brincadeira inicial. O mundo parava em volta num lapso do espaço tempo digno de Star Trek.
Ela notou as abotoaduras remetendo à série de ficção científica dos anos 60 e ria da ideia de estar ali conversando com um nerd, nunca tinha se imaginado ali, mas a inteligência era afrodisíaca para ambos.
A cada momento ficavam mais próximos conversando cada vez mais coisas obscenas, descrevendo o tesão de um para outro sem nem se tocarem, mas a milímetros um do outro e essa “dança” que neste momento, apesar do jazz ao fundo, mais se assemelhava a um tango, estava sim alterando os dois...
Ela pediu licença para ir ao toalete e ele só observou seu andar.
Ela abriu a porta olhou para dentro e antes de entrar olhou firmemente para ele com uma leve piscadinha safada.
Missão dada, missão cumprida.
Ele caminhou, olhou para os lados como se se importasse se alguém percebesse o que estava a ponto de acontecer. A verdade é que ele estava pouco se lixando para o mundo.
Entrou.
Ela fingia se maquiar e ele olhou os boxes para conferir se tinha alguém... Vazio...
Ela riu e marotamente disse que era ele estava no lugar errado, ali era o feminino no que ele prontamente afirmou que estava no lugar certo, onde ele queria estar.
Trancou a porta do banheiro e ela fingia não perceber, mas seu leve arrebitar de bumbum denunciava que suas pernas se enrijeceram se preparando para o ataque iminente.
Ele agarrou por trás, enconchando e levando a mão pela cintura e percebendo que o vestido era a única coisa que separava ele de Neverland. Ela abriu levemente as pernas indicando sua permissão e nada impediria ele agora de enfiar a mão por baixo entrando pela fenda e tocando-a levemente, o suficiente para ela soltar um leve gemido de prazer e ele continuou por momentos até que ela soltou uma frase nada esperada para alguns, mas perfeita para eles: ME FODE PORRA!
Ele virou ela e soltou um cala a boca... ela adorou este jeito mandão...
Levantou ela sobre a bancada, abrindo suas pernas e ela só notou neste momento que suas calcas já estavam abaixando e tudo acontecia em um ritmo frenético e ao mesmo tempo em câmera lenta... como era possível?!
Penetrou sem pedir. Precisava?!
Num outro momento teria mais romance, mas ali não cabia nada além daquela explosão sexual e entrega.
Gozaram juntos ali mesmo e só então se beijaram.
O cheiro e perfume dos dois se misturavam no ar e inebriava a ambos.
Ele se aprontou e ia saindo quando ela perguntou, só isso?!
Ele respondeu com um sorriso maroto: Te espero em casa amor!
